julho 19, 2004

A FUNDAÇÃO DO CDS. IN MEMORIAM

FOI HÁ 30 ANOS....



Diogo Freitas do Amaral lendo a Declaração de Princípios do novo Partido na presença, entre outros, do malogrado Adelino Amaro da Costa

(Com a devida vénia ao Blog do Caldas donde se pirateou a foto apresentada)

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julho 08, 2004

HENRIQUE MENDES. IN MEMORIAM


(1931 - 2004)


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LANCE ARMSTRONG


O mais completo ciclista de todos os tempos, Lance Armstrong, rola nas estradas francesas em busca da sexta vitória consecutiva no Tour de France. Realça-se o estoicismo do atleta e curvamo-nos ante o seu exemplo: há anos foi dado como quase perdido para a vida e totalmente perdido para o desporto, vítima de cancro que aparentava ser imparável. A força de vontade do homem e a coragem do atleta fizeram com que a doença fosse debelada, a vida preservada e o espírito de campeão reforçado. Nestes dias, nas estradas de França, Armstrong palmilha metro a metro o percurso sinuoso de um traçado exigente, rumo a inscrever o seu nome a letras de ouro nos anais do Tour e do desporto mundial. Mais do que qualquer outro, Armstrong merece a sexta vitória consecutiva na prova francesa - feito até aqui por ninguém alcançado e dificilmente repetido. Força Lance!

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junho 09, 2004

ANTÓNIO SOUSA FRANCO. IN MEMORIAM.

PP - POLÍTICA PURA associa-se ao luto que percorre o país pela morte do Professor António Sousa Franco.

Só há poucos meses tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Professor Sousa Franco. Numa situação assaz curiosa, em Curso sobre as «coisas da Europa», promovido pela Fundação Mário Soares e realizado na Universidade Nova de Lisboa, coincidimos num mesmo painel - ele como prelector, eu como simples auditor. Para surpresa minha, antes de começar a sua intervenção, o Professor Sousa Franco tirou da sua pasta três livros sobre o tema que ia abordar sendo que todos eles eram da autoria deste seu auditor. Claro que no final da sessão me «apresentei» ao Mestre como autor das prosas referidas, cumprimentando-o e agradecendo-lhe o facto de ter tão ilustre leitor. O que na altura me disse, guardarei comigo e para mim. Mas daí em diante mantivemos algum espaçado contacto pessoal e teve a gentileza de me enviar alguns dos seus textos e das suas publicações e intervenções. O apreço intelectual que já nutria pelo académico saiu reforçado com a simpatia do seu contacto pessoal.

Ao vê-lo entrar na campanha eleitoral encabeçando a lista socialista para o Parlamento Europeu acreditei que estava garantido o debate sobre a essência do projecto europeu. Infelizmente, tal não foi possível. Não por falta de qualidade do candidato - mas por inadmíssiveis desmandos de pseudo-opositores políticos, daqueles bem pequeninos a quem, fenecendo a argumentação, outro argumentário não resta do que o do insulto pessoal. Impulsivo e emotivo, Sousa Franco retorquiu aos insultos que, reconheça-se, não iniciou.

Com a sua morte o país, a academia e a política ficam mais pobres.

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junho 07, 2004

RONALD REAGAN. IN MEMORIAM.



Faleceu no passado sábado à noite o Presidente Ronald Reagan (para os puristas do conceptualismo, nos EUA não existe a figura do «ex» aplicada aos Presidentes. Presidente uma vez, Presidente para sempre. Mesmo depois de terminar o seu mandato).

Tão longe quanto a memória nos permite ir, tratou-se, inequivocamente, do mais importante e mais determinante Presidente que, nas décadas próximas, conheceu a nação norte-americana. Ganhou a guerra-fria (vitória que o seu sucessor formalizou, um pouco à imagem de Moisés, que vislumbrou a terra prometida mas a quem não foi dado alcançá-la), restaurou o orgulho da nação, derrotou o comunismo, relançou a economia. E, por paradoxal que pareça, lançou os alicerces que permitiram os desmandos unilateralistas que identificam a actual administração norte-americana, ele que sempre praticou o multilateralismo e sempre se empenhou em reforçar os laços políticos e a solidariedade com os seus aliados.

O mundo, sobretudo o mundo livre, tem obrigação de se curvar ante a sua memória. Sobretudo tem o dever de reconhecer que a Reagan, à sua Presidência e às suas políticas, ficou a dever muito da sua própria liberdade.

Em trabalho académico já publicado, reflectindo sobre a Presidência de Reagan, consagrámos-lhe as palavras que se transcrevem, sem deixarmos de associar a sua liderança à actuação de Gorbatchov nesse mesmo período.

São essas palavras que, neste momento, fomos reler, revisitar e que deixamos transcritas:

«Sufragado por ampla maioria de norte-americanos, REAGAN encarnou na sua plenitude o espírito de uma América ansiosa de ultrapassar a fase de letargia a que havia sido remetida por uma série sucessiva de presidências fracas ou atacadas por factores não controláveis. Como poucos, REAGAN soube transmitir ao povo norte-americano um sentimento de esperança e motivação desconhecido, talvez, desde que a bala assassina de Dallas liquidou a presidência de J. F. KENNEDY. LYNDON JOHNSON nunca deixou de ser visto como um vice-presidente e um nº 2; a guerra do Vietname custar-lhe-ia o cargo; NIXON, apostado em retomar o apelo a alguns valores-chave do clássico republicanismo norte-americano, coleccionou alguns sucessos em matéria de política externa - aproximação à China, aparente degelo no convívio com a URSS - mas foi tragado pela crise económica interna e, sobretudo, pelo escândalo de Watergate. A guerra asiática voltou a não ajudar e teve de se demitir para evitar ser demitido. O seu sucessor, GERALD FORD, à falta de uma legitimação directa e popular por não haver sido eleito conjuntamente com o Presidente, vindo a substituir o então Vice-Presidente S. AGNEW demissionário após condenação por fraude fiscal, retomou a tradição feita com TRUMAN e JOHNSON e que diz que um Vice-Presidente chamado a ocupar o gabinete oval da Casa Branca em circunstância de grave emergência nunca dá um bom Presidente. Abria-se caminho para a presidência de um JIMMY CARTER paladino dos Direitos do Homem mas incapaz de protagonizar o renascimento revivalista por que aspirava e clamava a grande Nação norte-americana. Tudo se proporcionou, assim, para o sucesso de uma presidência unanimemente tida como forte, respeitada interna e externamente, ambicionando pela reconquista de um protagonismo liderante a cargo dos EUA e dirigido a todo o campo ocidental. A determinação patenteada em algumas opções fundamentais - instalação dos mísseis Cruise e Pershing na Europa, actuação em Granada, determinação no projecto da iniciativa de defesa estratégica (IDE) - a par da abertura de vias de diálogo com a liderança soviética, propiciariam o restabelecimento da confiança e da credibilidade dos EUA no quadro ocidental.

Decerto: para o sucesso da presidência e dos mandatos de RONALD REAGAN acabou por contribuir a mutação assinalada e registada nos centros de poder de Moscovo. Terminado o consulado de BREJNEV, foi uma fase de transição que foi iniciada com as lideranças fracas e transitórias de um antigo responsável pela polícia política soviética - YURI ANDROPOV - e por um CONSTANTIN TCHERNENKO que nunca iludiu um estado de diminuída capacidade e frágil resistência. Apenas a ascensão ao poder do jovem MIKHAIL GORBATCHOV permitiu à superestrutura política soviética buscar um pouco de tranquilidade e estabilidade, superando o trauma do falecimento de três líderes em escassos anos. Mercê da sua formação na área económica, não parecerá errada a conclusão de que GORBATCHOV foi escolhido, essencialmente, em vista dessa mesma formação e para restabelecer a economia do sistema e, assim, reforçar o próprio regime. Paradoxalmente, haveria de ser essa mesma formação económica a abrir as portas para uma prática que, querida num primeiro momento conservadora do regime, volver-se-ia em reformadora do sistema para, logo de seguida, proporcionar a mudança do próprio regime. Não é adquirido que, quer com a Perestroika - que exprimia uma dúvida fundamental sobre o sistema soviético quer com a Glasnost, GORBATCHOV haja querido franquear as portas à revolução. O próprio o afirma quando faz profissão de fé pública no marxismo-leninismo e quando declara que, ambas, visavam o reforço do próprio comunismo. Não existem razões que levem a desconfiar da veracidade dos métodos como forma de preservar o regime. Como hipótese de trabalho servirá de explicação a tese segundo a qual a própria liderança soviética acabou por perder o controle do próprio movimento reformista que havia patrocinado e estimulado. E que havia sido aconselhado por um profundo conhecimento de uma realidade económica incapaz de suportar a competição científica e tecnológica com o Ocidente. A iniciativa de defesa estratégica do Presidente REAGAN demonstrou com suficiente certeza a incapacidade soviética para competir com o Ocidente. No domínio tecnológico e no domínio económico. Na impossibilidade de promover a afectação de mais meios orçamentais para o sector militar, a liderança soviética viu-se forçada a optar por uma prática diplomática diferente e envereda pelo caminho do apaziguamento e da reforma: expressa-se por uma tomada de consciência da interdependência global e por uma vontade de procura da cooperação e do consenso na conduta das relações internacionais . A decisão de pôr cobro a alguns conflitos periféricos regionais parece assumida. A forma de lidar com o conflito afegão, espécie de Vietname soviético, e a maneira de lhe pôr termo - deixaram testemunho dessa nova postura. E a posição final de passividade completa e total impotência ante o sucessivo descalabro do comunismo nos demais Estados europeus, maxime o processo que conduziu à queda do Muro de Berlim e à reunificação alemã, entrecortados apenas por simples declarações de intenções desprovidas de conteúdo prático, ajudaram a confirmar o que gradualmente se foi sabendo: também a leste a Constituição se tornava semântica e a sede do poder já era tão-só aparente. O poder já não se encontrava onde a Constituição o proclamava e residia algures em sede diferente. O culminar de todo este processo ocorre em Agosto de 1991 - ante um GORBATCHOV, refém na Crimeia de um Comité revolucionário ad hoc, totalmente incapaz de controlar os acontecimentos. Então, já não eram só os Estados satélites a virar as costas ao sistema para mudar o regime: era o PCUS a ser ilegalizado e posteriormente extinto; era o KGB a ser dissolvido; eram as estátuas de LENINE e as que restavam de ESTALINE a serem derrubadas; era a própria URSS que se dissolvia e pulverizava. Em torno da nova Rússia, ameaçada internamente por uma série de separatismos em cadeia e onde o poder parece residir em sede não completamente definida e que progressivamente poderá tender para desempenhar o papel de Estado-Director no quadro de uma Comunidade de Estados Independentes (CEI) que permanece como uma incógnita, estruturam-se uma série de Estados e Repúblicas que proclamam a sua independência e anunciam a restauração da sua soberania - assinalando mais um dos paradoxos dos tempos novos: o culto da independência e da soberania nacional a leste, acompanhado do ressurgimento de fenómenos de nacionalismo extremo quando, a ocidente, a Europa cultivava cada vez mais a prática da integração político-económica relativizando aqueles mesmos valores. Em síntese, era a guerra-fria ou o mundo de Ialta que terminavam e uma página da História que se virava».

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maio 11, 2004

SALVADOR DALI - NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO


Em memória do mestre do surrealismo, na data do centenário do seu nascimento, reprodução da obra Persistência da Memória..


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maio 10, 2004

JOAQUIM AGOSTINHO - 20 ANOS DE SAUDADE



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maio 04, 2004

SAUDADE

Um texto bonito de Miguel Falabella, que só pode ser dedicado a uma pessoa especial:

«Saudade

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam- se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, Se ele tem assistido as aulas de inglês, Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, Se ele continua preferindo Malzebier, Se ela continua preferindo suco, Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor.
Se ele continua cantando tão bem, Se ela continua detestando o MCDonald's, Se ele continua amando, Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, Não saber como freiar as lágrimas diante de uma música, Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."»

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maio 01, 2004

IN MEMORIAM


Ayrton Senna da Silva. Dez anos de imensa saudade. [Foto «pirateada» do Observador, mas para uma boa causa...]

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abril 22, 2004

FRANCISCO S.

Quem tiver a paciência para ler com alguma regularidade este blog, por certo já se apercebeu que ele não foi criado para partilhar emoções ou sentimentos mas para falar de política - dentro dum conceito amplo e abrangente de que tudo é político, tudo (ou quase) pode ser objecto de uma análise polítca, ou não fossemos nós autênticos animais políticos, como já ensinava o nosso comum antepassado Aristóteles. Todavia, não há boa regra que não tenha a sua (melhor) excepção para a confirmar. E, a propósito do «Apito dourado», hoje apeteceu-me partilhar uma história. Com a vantagem de ser uma história verdadeira, que a vivi e que posso testemunhar. E que, como todas as boas histórias, começa com o inevitável «era uma vez.....».

Pois, era uma vez, já lá vão cerca de quinze anos, estreava-me como docente do ensino superior e acumulava a docência com as funções de direcção de um estabelecimento privado de ensino superior politécnico quando conheci, como meu aluno então caloiro, o Francisco S.. De uma simplicidade contagiante, sem ser especialmente brilhante, era um trabalhador incansável e um lutador por aquilo em que acreditava. Como era fácil ser-se amigo do Francisco S., rapidamente o relacionamento professor-aluno deu lugar a uma amizade que se foi estruturando. O Francisco S. tinha dois sonhos: os automóveis (inúmeras vezes ia para o autódromo assistir a tudo o que metesse velocidade) e a polícia. Queria ser polícia! Terminado o seu curso superior, ei-lo candidato a agente da Polícia Judiciária. Acompanhei-o de perto nesse percurso, apoiei-o como pude, e testemunhei os seus êxitos e os seus sucessos. As cadeiras teóricas que teve de fazer no curso, as aulas práticas, os testes físicos. Ao fim de muita perseverança, o Francisco S. acabou agente da Judiciária. Os nossos encontros passaram a ser mais espaçados mas, quando nos encontrávamos, inevitavelmente a pergunta vinha à baila: «então, quando é que vais prender "o gajo"?». O gajo era (é) uma das sumidades do nosso futebol, dirigente reputado, conhecido, que todos acreditávamos personificar a corrupção do nosso futebol. E a resposta do meu amigo Francisco S. era, sempre, a mesma: «Deixe estar, Dr. Havemos de lhe pôr a mão. A ele e aos outros todos. Não escapam. Podem escapar uma vez ou outra, mas não conseguirão escapar sempre». E a conversa lá seguia para outros domínios: a arma nova que orgulhosamente o acompanhava e que «às escondidas» nos mostrava (pela primeira vez peguei numa pistola a sério; confesso que não fazia ideia do peso daqueles bichos!); o crachat que ostentava com redobrado orgulho; as peripécias e aventuras que contava do dia-a-dia em que se via envolvido. E, à despedida, o meu «conselho» era sempre o mesmo - «deixa-te de tretas e vai mas é prender "o gajo"».

Bom, o meu amigo Francisco S., entre uma madrugada que terminava e uma manhã que nascia ..... morreu. Em serviço, num estúpido acidente de viação como estúpidos são todos os que ceifam vidas inocentes, já lá vão mais de três anos, algures perto da ponte do Freixo no Porto. Nestes dias tenho-me lembrado muito dele. Dele e das nossas conversas. A propósito do «apito dourado». Tinhas razão Francisco! Eles podem fugir algumas vezes mas não podem fugir sempre. Estejas onde estiveres, está a acontecer o que sempre disseste que ia acontecer. "O gajo" pode ainda não ter ido dentro, mas a turma dele e dos amigos dele já começou a ser incomodada. Estejas onde estiveres, estás a ter razão. Descansa em paz, Francisco.

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